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Moçambique será a prazo um dos 10 maiores produtores mundiais de gás natural liquefeito

Moçambique deverá vir a ser um dos 10 maiores produtores mundiais de gás natural liquefeito nos próximos anos, a par da Nigéria e da Argélia no continente africano, segundo uma nota de análise divulgada terça-feira pela empresa GlobalData.

“Dentro de alguns anos, cerca de 30 milhões de toneladas por ano estarão a ser extraídos, devido aos depósitos existentes na bacia do Rovuma, onde foram já descobertos 125 biliões de pés cúbicos de gás natural”, pode ler-se no documento.

A nota, que acaba por ser um apanhado do muito que tem sido escrito sobre o assunto, salienta que os intervenientes nos dois consórcios dos blocos Área 1 e Área 4 deverão dentro de pouco tempo anunciar as decisões finais de investimento, estando as despesas de capital estimadas em 40 mil milhões de dólares.

Os depósitos de gás natural já descobertos naquela baía consistem em 75 biliões de pés cúbicos no bloco Área 1, liderado pelo grupo americano Anadarko Petroleum, recentemente comprado pelo grupo também americano Chevron, e 50 biliões de pés cúbicos no bloco Área 4, operado pelos grupos ExxonMobil e italiano ENI.

Cao Chai, analista de petróleo e gás, afirma no documento que o preço de equilíbrio dos projectos em Moçambique, estimado em quatro a cinco dólares por cada mil pés cúbicos, é muito competitivo quando se compara com os preços no mercado à vista do Japão de 9,24 dólares por cada mil pés cúbicos, o que deriva de um custo de capital bem menor do que o de projectos semelhantes em outras partes do mundo. (Macauhub)

Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau poderá vir a ser Direcção de Serviços

O governo de Macau está a analisar uma proposta para transformar o Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau numa Direcção de Serviços, disse terça-feira Teresa Mok, coordenadora do Gabinete.

Em causa está o aumento da exigência dos trabalhos no âmbito do desenvolvimento de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa e a previsão de que a maior parte dos projectos a serem realizados serão de longo prazo.

A proposta está a ser avaliada pelo gabinete da Secretária para a Administração e Justiça, adiantou Teresa Mok, citada pelo jornal Tribuna de Macau.

Teresa Mok adiantou pretender-se, dessa forma, reformar a equipa de projecto e construir um mecanismo permanente eficiente, de coordenação e execução, que concretize o objectivo do desenvolvimento da plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, em articulação com o desenvolvimento de Macau. (Macauhub)

Ciclone Idai empurra crescimento económico de Moçambique para terreno negativo em 2019, EIU

Os estragos causados em Moçambique pela passagem do ciclone Idai deverão ter como resultado que a economia do país registe uma contracção de 2,0% este ano, segundo as mais recentes previsões da Economist Intelligence Unit (EIU).

Em 2020, a economia de Moçambique já estará a crescer, com uma previsão de 3,0%, antecipando a EIU uma taxa de crescimento média de 5,4% no período compreendido entre 2020 e 2022, com um máximo de 7,5% no último ano do intervalo analisado.

O documento agora divulgado volta a referir que a indústria do gás deverá vir a ser um dos grandes motores do desenvolvimento do país e recorda estarem previstas para este ano as decisões finais de investimentos dos projectos dos blocos Área 1 e Área 4, liderados pelos grupos Anadarko Petroleum e ExxonMobil/ENI.

Refere, no entanto, que atendendo ao facto de haver actualmente um excesso de oferta no mercado mundial do gás natural, não são de prever grandes investimentos nos projectos em terra este ano.

A taxa de crescimento económico prevista para 2023, de 7,5%, resulta precisamente do antecipado início esse ano da exploração dos depósitos de gás existentes no campo Coral Sul, no bloco Área 4.

O ciclone Idai vai ter ainda como consequência o aumento dos preços, devido à destruição de explorações agrícolas, devendo a taxa de inflação aumentar para 8,1% este ano e para 8,4% em 2020, antes de cair para taxas entre 4,6% e 5,7% nos três últimos anos do intervalo em análise.

A formação bruta de capital fixo, ou investimento, crescerá este ano à taxa de 8,2%, depois de se ter contraído 12,5% em 2018, para a partir de 2020 começar a crescer a dois dígitos, com 55,0%, a que se seguirão taxas de 45%, 35% e 30% nos anos de 2021 a 2023, segundo as previsões da EIU.

A moeda moçambicana, o metical, deverá continuar a depreciar-se em 2019, igualmente devido ao ciclone Idai, que agrava factores como sejam a inflação, abrandamento das exportações e um défice da balança de transacções correntes, com os analistas da EIU a anteciparem uma quebra nas exportações de 1,7% este ano e 1,2% em 2020 e um aumento das importações, com taxas de crescimento de 7,3% e 11,8% em 2019/2020. (Macauhub)

Comércio entre a China e países de língua portuguesa aumenta 15,61% em Janeiro/Fevereiro de 2019

O valor das trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa atingiu 23 583 milhões de dólares em Janeiro/Fevereiro de 2019, um aumento de 15,61% em termos homólogos, segundo dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum de Macau.

Nos dois primeiros meses do ano a China exportou bens no valor de 6079 milhões de dólares, uma quebra homóloga de 7.09%, para os oito países de língua oficial portuguesa e importou desses mesmos países mercadorias no montante de 17 504 milhões de dólares (+26,32%).

O comércio com o Brasil, o principal parceiro da China em termos mundiais, atingiu 17 354 milhões de dólares (+19,75%), com a China a ter exportado bens no valor de 4836 milhões de dólares (-9,16%) e a ter importado mercadorias no valor de 12 518 milhões de dólares (+36,54%).

Angola surge em segundo lugar em termos de valor com trocas comerciais bilaterais no montante de 4752 milhões de dólares (+2,89%), com as empresas chinesas a terem exportado produtos no valor de 266 milhões de dólares (-31,23%) e a terem importado bens no valor de 4486 milhões de dólares (+6,02%).

Portugal surge num distante terceiro lugar com um comércio bilateral no valor de 1000 milhões de dólares (+7,74%), com a China a ter exportado produtos no valor de 641 milhões de dólares (+9,41%) e a ter importado produtos cujo valor ascendeu a 358 milhões de dólares (+4,88%).

O comércio da China com Moçambique atingiu 442 milhões de dólares (+31,68%), com as empresas chinesas a terem colocado naquele país bens no valor de 304 milhões de dólares (+38,07%) e a terem importado produtos no valor de 137 milhões de dólares (+19,49%).

As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – atingiram 34,1 milhões de dólares. (Macauhub)

Empresa Sweco presta consultoria à Hidroeléctrica de Cahora Bassa, em Moçambique

A empresa sueca Sweco assinou um contrato de 5,2 milhões de dólares relacionado com o projecto de modernização do aproveitamento hidroeléctrico de Cahora Bassa, em Moçambique, segundo um comunicado divulgado sexta-feira pela consultora.

A Sweco vai, ao abrigo do contrato, prestar serviços de consultoria e acompanhar e verificar a instalação de novos equipamentos na barragem que é a maior de Moçambique e uma das maiores de África.

As cinco turbinas do empreendimento necessitam de obras em profundidade, tendo a Sweco sido contratada para avaliar quais as obras necessárias, elaborar as especificações técnicas para o equipamento necessário e prestar apoio técnico na selecção de empreiteiros bem acompanhamento e verificação da execução dos trabalhos.

Este projecto de modernização do aproveitamento hidroeléctrico deverá ficar concluído em 2025, sendo a empresa brasileira Intertechne Consultores parceira da Sweco para algumas partes deste projecto.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) fica localizada no rio Zambeze, junto à cidade de Tete, foi construída na década de 70 do século passado, dispõe de uma capacidade instalada de 2075 megawatts e uma produção de 18 mil gigawatts por ano.

O presidente da HCB, Pedro Couto, disse em Setembro de 2018 estar em execução um plano de investimentos a 10 anos no montante de 500 milhões de euros, denominado Capex Vital, para recuperar e modernizar o sistema electro-produtor do empreendimento. (Macauhub)

Chevron Corporation compra Anadarko Petroleum

O grupo Chevron Corporation chegou a um acordo para comprar a totalidade das acções representativas do capital social do grupo Anadarko Petroleum Corporation, ambos dos Estados Unidos, segundo uma comunicação ao mercado.

O grupo Anadarko Petroleum é operador num projecto de gás natural em Moçambique, tendo informado, em comunicado datado de 5 de Março de 2019, que a decisão final de investimento do projecto de gás natural do bloco Área 1 da bacia do Rovuma deverá ter lugar segundo o cronograma em vigor, que aponta para o primeiro semestre.

O negócio, que avalia o grupo Anadarko Petroleum em 33 mil milhões de dólares ou 65 dólares por acção, fará com que cada accionista deste grupo receba 0,3869 acções do grupo Chevron e 16,25 dólares em dinheiro por cada acção detida.

Uma vez concluído este negócio, o grupo Chevron terá emitido 200 milhões de novas acções e pago uma soma em dinheiro estimada em oito mil milhões de dólares e assumido uma dívida calculada em 15 mil milhões de dólares.

O grupo Chevron informou ainda pretender vender activos no valor de 15 mil milhões a 20 mil milhões de dólares entre 2020 e 2022, cujo encaixe será aplicado na redução do passivo e na entrega de um dividendo adicional aos accionistas.

O bloco Área 1 é operado pela Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100% pelo grupo Anadarko Petroleum, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

Ciclone Idai reduz taxa de crescimento da economia de Moçambique em 2019

Uma das consequências da passagem do ciclone Idai por Moçambique deverá ser a redução da taxa de crescimento económico em 2019, que oscilará no intervalo entre 2,8% e 1,1%, disse em Washington o ministro da Economia e Finanças.

Adriano Maleiane, que se deslocou à capital dos Estados Unidos para participar nas reuniões da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, disse ainda à agência noticiosa Lusa que a previsão de crescimento económico inscrita no Orçamento Geral do Estado para 2019 era de 3,8%.

“Estimamos uma perda de dois pontos percentuais em função do que tínhamos previsto para 2019”, afirmou o ministro da Economia e Finanças na sede do Banco Mundial, no final de uma mesa redonda sobre o ciclone Idai, que contou com representantes de 30 países.

O ministro acrescentou que o governo moçambicano espera uma subida da taxa de inflação – que no final de 2018 se situava em 3,8% – em cerca de um dígito, devido às necessidades criadas pelo ciclone.

O ciclone Idai terá destruído cerca de 800 mil hectares de campos agrícolas, sendo que a agricultura representa 23% do Produto Interno Bruto do país.

A estes estragos juntam-se ainda os danos registados nos sistemas de circulação, de transporte e de comunicação, acrescentou o ministro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda não actualizou a previsão feita em Outubro de 2018 para o crescimento da economia de Moçambique este ano, que se mantém em 4,0%. (Macauhub)

Correios de Moçambique querem vender património para poder concorrer com empresas privadas

A estatal Correios de Moçambique vai vender uma parte do património imobiliário para reduzir o número de trabalhadores de 620 para 326 a nível nacional, anunciou o presidente do Conselho de Administração.

Valdemar Jessen adiantou que a empresa pública precisa de angariar um montante em meticais equivalente a cerca de 2,3 milhões de dólares para reduzir o pessoal através de reformas antecipadas e rescisão de contratos.

Além da venda de cinco imóveis, o administrador mencionou igualmente a possibilidade de proceder à venda de 50% das acções representativas do capital social da empresa, não sendo de antecipar qualquer objecção a este projecto “uma vez que os serviços postais deixaram de ser um monopólio estatal.”

O responsável acrescentou que os trabalhadores da empresa, a quem são devidos mais de 50 milhões de meticais em salários em atraso, têm uma idade média avançada e um baixo nível de escolaridade, dando-se ainda o caso de que mais de 73% da receita é absorvida com remunerações, “percentagem que supera o máximo permitido pela lei em vigor.”

Citado pela agência noticiosa AIM, Jessen disse ainda que a decisão de vender património foi já aprovada pelo governo, o que vai permitir melhorar a situação financeira da empresa, com o benefício adicional de que essa venda vai permitir reduzir os custos de manutenção dos referidos imóveis.

A administração dos Correios de Moçambique quer igualmente adoptar uma política de “emagrecimento” para um nível sustentável e adequado em termos comerciais para poder competir em pé de igualdade com as cerca de 40 empresas privadas que operam na mesma área. (Macauhub)

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Moçambique deverá vir a ser um dos 10 maiores produtores mundiais de gás natural liquefeito nos próximos anos, a par da Nigéria e da Argélia no continente africano, segundo uma nota de análise divulgada terça-feira pela empresa GlobalData.

“Dentro de alguns anos, cerca de 30 milhões de toneladas por ano estarão a ser extraídos, devido aos depósitos existentes na bacia do Rovuma, onde foram já descobertos 125 biliões de pés cúbicos de gás natural”, pode ler-se no documento.

A nota, que acaba por ser um apanhado do muito que tem sido escrito sobre o assunto, salienta que os intervenientes nos dois consórcios dos blocos Área 1 e Área 4 deverão dentro de pouco tempo anunciar as decisões finais de investimento, estando as despesas de capital estimadas em 40 mil milhões de dólares.

Os depósitos de gás natural já descobertos naquela baía consistem em 75 biliões de pés cúbicos no bloco Área 1, liderado pelo grupo americano Anadarko Petroleum, recentemente comprado pelo grupo também americano Chevron, e 50 biliões de pés cúbicos no bloco Área 4, operado pelos grupos ExxonMobil e italiano ENI.

Cao Chai, analista de petróleo e gás, afirma no documento que o preço de equilíbrio dos projectos em Moçambique, estimado em quatro a cinco dólares por cada mil pés cúbicos, é muito competitivo quando se compara com os preços no mercado à vista do Japão de 9,24 dólares por cada mil pés cúbicos, o que deriva de um custo de capital bem menor do que o de projectos semelhantes em outras partes do mundo. (Macauhub)

O governo de Macau está a analisar uma proposta para transformar o Gabinete de Apoio ao Secretariado Permanente do Fórum Macau numa Direcção de Serviços, disse terça-feira Teresa Mok, coordenadora do Gabinete.

Em causa está o aumento da exigência dos trabalhos no âmbito do desenvolvimento de Macau como plataforma de serviços para a cooperação comercial entre a China e os países de língua portuguesa e a previsão de que a maior parte dos projectos a serem realizados serão de longo prazo.

A proposta está a ser avaliada pelo gabinete da Secretária para a Administração e Justiça, adiantou Teresa Mok, citada pelo jornal Tribuna de Macau.

Teresa Mok adiantou pretender-se, dessa forma, reformar a equipa de projecto e construir um mecanismo permanente eficiente, de coordenação e execução, que concretize o objectivo do desenvolvimento da plataforma entre a China e os países de língua portuguesa, em articulação com o desenvolvimento de Macau. (Macauhub)

Os estragos causados em Moçambique pela passagem do ciclone Idai deverão ter como resultado que a economia do país registe uma contracção de 2,0% este ano, segundo as mais recentes previsões da Economist Intelligence Unit (EIU).

Em 2020, a economia de Moçambique já estará a crescer, com uma previsão de 3,0%, antecipando a EIU uma taxa de crescimento média de 5,4% no período compreendido entre 2020 e 2022, com um máximo de 7,5% no último ano do intervalo analisado.

O documento agora divulgado volta a referir que a indústria do gás deverá vir a ser um dos grandes motores do desenvolvimento do país e recorda estarem previstas para este ano as decisões finais de investimentos dos projectos dos blocos Área 1 e Área 4, liderados pelos grupos Anadarko Petroleum e ExxonMobil/ENI.

Refere, no entanto, que atendendo ao facto de haver actualmente um excesso de oferta no mercado mundial do gás natural, não são de prever grandes investimentos nos projectos em terra este ano.

A taxa de crescimento económico prevista para 2023, de 7,5%, resulta precisamente do antecipado início esse ano da exploração dos depósitos de gás existentes no campo Coral Sul, no bloco Área 4.

O ciclone Idai vai ter ainda como consequência o aumento dos preços, devido à destruição de explorações agrícolas, devendo a taxa de inflação aumentar para 8,1% este ano e para 8,4% em 2020, antes de cair para taxas entre 4,6% e 5,7% nos três últimos anos do intervalo em análise.

A formação bruta de capital fixo, ou investimento, crescerá este ano à taxa de 8,2%, depois de se ter contraído 12,5% em 2018, para a partir de 2020 começar a crescer a dois dígitos, com 55,0%, a que se seguirão taxas de 45%, 35% e 30% nos anos de 2021 a 2023, segundo as previsões da EIU.

A moeda moçambicana, o metical, deverá continuar a depreciar-se em 2019, igualmente devido ao ciclone Idai, que agrava factores como sejam a inflação, abrandamento das exportações e um défice da balança de transacções correntes, com os analistas da EIU a anteciparem uma quebra nas exportações de 1,7% este ano e 1,2% em 2020 e um aumento das importações, com taxas de crescimento de 7,3% e 11,8% em 2019/2020. (Macauhub)

O valor das trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa atingiu 23 583 milhões de dólares em Janeiro/Fevereiro de 2019, um aumento de 15,61% em termos homólogos, segundo dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum de Macau.

Nos dois primeiros meses do ano a China exportou bens no valor de 6079 milhões de dólares, uma quebra homóloga de 7.09%, para os oito países de língua oficial portuguesa e importou desses mesmos países mercadorias no montante de 17 504 milhões de dólares (+26,32%).

O comércio com o Brasil, o principal parceiro da China em termos mundiais, atingiu 17 354 milhões de dólares (+19,75%), com a China a ter exportado bens no valor de 4836 milhões de dólares (-9,16%) e a ter importado mercadorias no valor de 12 518 milhões de dólares (+36,54%).

Angola surge em segundo lugar em termos de valor com trocas comerciais bilaterais no montante de 4752 milhões de dólares (+2,89%), com as empresas chinesas a terem exportado produtos no valor de 266 milhões de dólares (-31,23%) e a terem importado bens no valor de 4486 milhões de dólares (+6,02%).

Portugal surge num distante terceiro lugar com um comércio bilateral no valor de 1000 milhões de dólares (+7,74%), com a China a ter exportado produtos no valor de 641 milhões de dólares (+9,41%) e a ter importado produtos cujo valor ascendeu a 358 milhões de dólares (+4,88%).

O comércio da China com Moçambique atingiu 442 milhões de dólares (+31,68%), com as empresas chinesas a terem colocado naquele país bens no valor de 304 milhões de dólares (+38,07%) e a terem importado produtos no valor de 137 milhões de dólares (+19,49%).

As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – atingiram 34,1 milhões de dólares. (Macauhub)

A empresa sueca Sweco assinou um contrato de 5,2 milhões de dólares relacionado com o projecto de modernização do aproveitamento hidroeléctrico de Cahora Bassa, em Moçambique, segundo um comunicado divulgado sexta-feira pela consultora.

A Sweco vai, ao abrigo do contrato, prestar serviços de consultoria e acompanhar e verificar a instalação de novos equipamentos na barragem que é a maior de Moçambique e uma das maiores de África.

As cinco turbinas do empreendimento necessitam de obras em profundidade, tendo a Sweco sido contratada para avaliar quais as obras necessárias, elaborar as especificações técnicas para o equipamento necessário e prestar apoio técnico na selecção de empreiteiros bem acompanhamento e verificação da execução dos trabalhos.

Este projecto de modernização do aproveitamento hidroeléctrico deverá ficar concluído em 2025, sendo a empresa brasileira Intertechne Consultores parceira da Sweco para algumas partes deste projecto.

A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) fica localizada no rio Zambeze, junto à cidade de Tete, foi construída na década de 70 do século passado, dispõe de uma capacidade instalada de 2075 megawatts e uma produção de 18 mil gigawatts por ano.

O presidente da HCB, Pedro Couto, disse em Setembro de 2018 estar em execução um plano de investimentos a 10 anos no montante de 500 milhões de euros, denominado Capex Vital, para recuperar e modernizar o sistema electro-produtor do empreendimento. (Macauhub)

O grupo Chevron Corporation chegou a um acordo para comprar a totalidade das acções representativas do capital social do grupo Anadarko Petroleum Corporation, ambos dos Estados Unidos, segundo uma comunicação ao mercado.

O grupo Anadarko Petroleum é operador num projecto de gás natural em Moçambique, tendo informado, em comunicado datado de 5 de Março de 2019, que a decisão final de investimento do projecto de gás natural do bloco Área 1 da bacia do Rovuma deverá ter lugar segundo o cronograma em vigor, que aponta para o primeiro semestre.

O negócio, que avalia o grupo Anadarko Petroleum em 33 mil milhões de dólares ou 65 dólares por acção, fará com que cada accionista deste grupo receba 0,3869 acções do grupo Chevron e 16,25 dólares em dinheiro por cada acção detida.

Uma vez concluído este negócio, o grupo Chevron terá emitido 200 milhões de novas acções e pago uma soma em dinheiro estimada em oito mil milhões de dólares e assumido uma dívida calculada em 15 mil milhões de dólares.

O grupo Chevron informou ainda pretender vender activos no valor de 15 mil milhões a 20 mil milhões de dólares entre 2020 e 2022, cujo encaixe será aplicado na redução do passivo e na entrega de um dividendo adicional aos accionistas.

O bloco Área 1 é operado pela Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100% pelo grupo Anadarko Petroleum, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

Uma das consequências da passagem do ciclone Idai por Moçambique deverá ser a redução da taxa de crescimento económico em 2019, que oscilará no intervalo entre 2,8% e 1,1%, disse em Washington o ministro da Economia e Finanças.

Adriano Maleiane, que se deslocou à capital dos Estados Unidos para participar nas reuniões da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional, disse ainda à agência noticiosa Lusa que a previsão de crescimento económico inscrita no Orçamento Geral do Estado para 2019 era de 3,8%.

“Estimamos uma perda de dois pontos percentuais em função do que tínhamos previsto para 2019”, afirmou o ministro da Economia e Finanças na sede do Banco Mundial, no final de uma mesa redonda sobre o ciclone Idai, que contou com representantes de 30 países.

O ministro acrescentou que o governo moçambicano espera uma subida da taxa de inflação – que no final de 2018 se situava em 3,8% – em cerca de um dígito, devido às necessidades criadas pelo ciclone.

O ciclone Idai terá destruído cerca de 800 mil hectares de campos agrícolas, sendo que a agricultura representa 23% do Produto Interno Bruto do país.

A estes estragos juntam-se ainda os danos registados nos sistemas de circulação, de transporte e de comunicação, acrescentou o ministro.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda não actualizou a previsão feita em Outubro de 2018 para o crescimento da economia de Moçambique este ano, que se mantém em 4,0%. (Macauhub)

A estatal Correios de Moçambique vai vender uma parte do património imobiliário para reduzir o número de trabalhadores de 620 para 326 a nível nacional, anunciou o presidente do Conselho de Administração.

Valdemar Jessen adiantou que a empresa pública precisa de angariar um montante em meticais equivalente a cerca de 2,3 milhões de dólares para reduzir o pessoal através de reformas antecipadas e rescisão de contratos.

Além da venda de cinco imóveis, o administrador mencionou igualmente a possibilidade de proceder à venda de 50% das acções representativas do capital social da empresa, não sendo de antecipar qualquer objecção a este projecto “uma vez que os serviços postais deixaram de ser um monopólio estatal.”

O responsável acrescentou que os trabalhadores da empresa, a quem são devidos mais de 50 milhões de meticais em salários em atraso, têm uma idade média avançada e um baixo nível de escolaridade, dando-se ainda o caso de que mais de 73% da receita é absorvida com remunerações, “percentagem que supera o máximo permitido pela lei em vigor.”

Citado pela agência noticiosa AIM, Jessen disse ainda que a decisão de vender património foi já aprovada pelo governo, o que vai permitir melhorar a situação financeira da empresa, com o benefício adicional de que essa venda vai permitir reduzir os custos de manutenção dos referidos imóveis.

A administração dos Correios de Moçambique quer igualmente adoptar uma política de “emagrecimento” para um nível sustentável e adequado em termos comerciais para poder competir em pé de igualdade com as cerca de 40 empresas privadas que operam na mesma área. (Macauhub)

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