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NOTÍCIAS

Porto de Moçambique vão manusear mais de 50 milhões de toneladas em 2019

Os portos de Moçambique poderão manusear, até ao final do ano corrente, mais de 50 milhões de toneladas de carga diversa, superando deste modo a meta estabelecida, anunciou o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, escreve a Agência AIM.

O ministro disse que a evolução da carga manuseada deve-se, entre outros aspectos, à aquisição de carruagens e locomotivas para o reforço da capacidade do transporte ferroviário de passageiros e carga; conclusão da linha férrea Cuamba-Lichinga; do porto multiuso e da linha férrea de Nacala; melhoria da capacidade da linha férrea de Ressano Garcia; aquisição de meios de fiscalização marítima; e a reforma legal e operacional para a revitalização da cabotagem marítima.

Carlos Mesquita que falava na cidade da Beira, durante o encerramento do 37º Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, Mesquita reconheceu, no entanto, que o sector ferro-portuário de Moçambique necessita de melhorar a sua eficiência e competitividade, apostando no aumento da capacidade do manuseamento portuário e aumento de equipamento rolante, como locomotivas, vagões e carruagens.

“A reforma legal em curso deverá prosseguir, sendo urgente a aprovação da Lei Portuária em elaboração. Na Marinha, a aposta deve ser na consolidação da cabotagem marítima, um modo de transporte estratégico para a circulação de mercadorias internas, dado o potencial da costa moçambicana”, disse o ministro. (Macauhub)

Aberta subscrição pública para venda de 2,5% da Hidroeléctrica de Cahora Bassa

A subscrição da Oferta Pública de Venda (OPV) de 2,5% da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Moçambique, para 680 milhões de acções a três meticais cada iniciou-se segunda-feira e decorre até ao dia 12 de Julho, anunciou a empresa.

A subscrição é dirigida a cidadãos e empresas moçambicanas, decorrendo o apuramento a 17 de Julho  e a liquidação no dia seguinte.

A admissão a cotação está marcada para 22 de Julho não havendo ainda data para dispersão do restante 5% de capital.

A operação vai ser liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Banco BIG.

Esta será a quinta OPV da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), que existe há 20 anos.

A HCB tem vendas fixas contratadas de 1.100 megawatt (MW) por ano à eléctrica sul-africana Eskom, 300 à Eletricidade de Moçambique (EDM) e 50 à companhia eléctrica estatal da Zâmbia (Zeza).

Situada no rio Zambeze, na província de Tete, centro de Moçambique, a barragem de Cahora Bassa – sobre a qual assenta a empresa – é a maior da África Austral, cuja construção foi iniciada em 1969, ainda durante o período colonial, e que entrou em operação em 1977.

O Estado detém 85% das acções da HCB, 7,5% pertencem à redes Energéticas Nacionais (REN), empresa de transporte de energia de Portugal e outros 7,5% são ações próprias. (Macauhub)

China oferece a Moçambique 100 autocarros para transportes público

O governo chinês ofereceu 100 autocarros novos para transporte urbano de passageiros em Moçambique.

Os autocarros de 40 lugares e da marca “Zhong Tong” foram entregues numa cerimónia pública onde esteve presente o Presidente Filipe Nyusi e o embaixador da China em Moçambique Su Jian, noticiou a agência Xinhua.

O diplomata  chinês revelou, durante a cerimónia, que cada autocarro vêm apetrechado com acessórios e peças para a sua reparação em caso de necessidade.

A entrega dos 100 autocarros faz parte do “Plano 1000” segundo o qual o governo pretende colocar mil viaturas d transporte público em Moçambique nos próximos cinco anos.

O Presidente da República disse, na altura,  que o Governo já cumpriu com mais de 80 por cento da sua meta de colocação de autocarros em Moçambique.

Dos 100 autocarros 65 serão distribuídos pelos municípios de Maputo, Matola, Boane e o distrito de Marracuene e 35 vão ser colocados nas províncias. (Macauhub)

Anadarko anuncia plano de investimentos para exploração de gás natural em Moçambique

A petrolífera norte-americana Anadarko anuncia formalmente terça-feira o plano de investimentos para a exploração de gás natural em Moçambique.

O plano de desenvolvimento da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, está avaliado em 25 mil milhões de dólares que serão utilizados na prospecção do gás natural que será posteriormente canalizado para uma fábrica que o vai transformar em líquido, na península de Afungi, distrito de Palma.

Junto à fábrica vai ser construído um cais para navios cargueiros especiais poderem ser atestados com gás natural liquefeito (GNL).

Segundo o jornal Notícias de Moçambique haverá ainda uma parcela mais pequena de GNL, que vai ficar Moçambique e que será canalizada para produção de eletricidade, transformação em combustíveis líquidos e adubos.

O plano da Área 1 prevê, inicialmente, duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano (medição para a qual se usa a sigla mtpa), sendo que o empreendimento pode crescer até oito linhas.

A Área 1 possui mais de 75 “triliões de pés cúbicos” (tcf, sigla inglesa) de depósitos de gás “off-shore”.

A Anadarko considera que as jazidas da Área 1 são equivalentes ao dobro do gás e petróleo, que há para explorar na área britânica do Mar do Norte e classifica a bacia do Rovuma como a próxima grande zona de exploração de hidrocarbonetos do mundo.

Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%) e a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

A Anadarko deve ceder a liderança do consórcio à francesa Total até final do ano, depois de ser comprada por outra petrolífera dos Estados Unidos da América, a Occidental, que por sua vez celebrou um acordo para venda dos activos em África.

Os projectos de gás natural em Moçambique devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia moçambicana a crescer mais de 10% ao ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). (Macauhub)

Moçambique vai construir nova barragem Locumue, no Niassa

O ministro moçambicano das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, lançou a primeira pedra para a construção da nova barragem de Locumue, na província do Niassa no norte de Moçambique.

O novo empreendimento, que irá duplicar a capacidade do sistema de abastecimento de água na província, vai custar cerca de US$ 8 milhões de.

A barragem de Locumue foi construída na década de 1960, na altura, para fins de irrigação, mas 10 anos depois foi transformada na principal fonte de abastecimento de água à cidade de Lichinga, a capital da província do Niassa.

Machatine disse que a ideia é, com este investimento aumentar, em cerca de duas vezes, o volume de água na albufeira, passando dos actuais 1.76 milhões de metros cúbicos, para 3.4 milhões de metros cúbicos.”

A construção da nova barragem deverá estar concluída em Março de 2021.

O empreendimento é feito no contexto do programa Pravida, uma iniciativa que tem como objectivo acelerar a reabilitação e/ou construção de novos sistemas de abastecimento de água, saneamento e infra-estruturas de armazenamento, recentemente lançado pelo Governo.

No âmbito do mesmo programa estão a ser, igualmente, reabilitados sistemas de abastecimento de água e saneamento nas cidades, vilas e localidades daquela província, com beneficio para 187.000 pessoas, disse Machatine. (Macauhub)

Banco de Moçambique afasta administradores da Gapi

A Sociedade de Investimentos Gapi encontra-se sem administradores executivos, depois do Banco de Moçambique (BdM) ter cancelado, a 4 de Junho corrente, o registo especial dos administradores executivos da instituição, António Souto e Anabela Mucavele noticia a agência de notícias AIM.

A intervenção sobre a Gapi segue-se a tomadas de posição semelhantes em 2016 sobre instituições de crédito moçambicanas, quando o BdM revogou a licença de operação ao Nosso Banco e, por outro lado, intervencionou o Moza Banco, considerada, na altura, a quarta instituição de crédito mais importante do sistema financeiro moçambicano.

O BdM justifica a decisão de afastar os administradores executivos da Gapi por “não estarem satisfeitos os requisitos de idoneidade para o exercício do cargo” dado que a Sociedade de Investimentos se tem pautado, desde 2007, pela “inobservância sistemática das normas que regem o funcionamento das instituições de crédito”, nomeadamente no referente ao reportar de informação financeira e prudencial e não ter acatado as recomendações emitidas pelo banco central depois de uma inspecção efectuada a 12 de Junho de 2012.

O BdN considera que a Gapi se encontra em situação de falência técnica, tem fundos próprios negativos, o rácio de solvabilidade está abaixo do mínimo estabelecido de 8 por cento, tem um deficit de provisões regulamentares e excesso de concentração de risco.

Os accionistas da Gapi reuniram-se para deliberar sobre as restrições e acusações feitas pelo Banco de Moçambique, incluindo o afastamento dos administradores António Souto e Anabela Mucavele.

São accionistas da Sociedade de Investimentos a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel (10.55 por cento), a Cruz Vermelha de Moçambique (8,91 por cento), o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) (10,25 por cento), a Gapigest (25.64 por cento), a CTA (19 por cento) e os GTT (Gestores, Técnicos e Trabalhadores) (25,64 por cento). (Macauhub)

Comércio entre a China e países de língua portuguesa atinge 46 254 milhões de dólares de Janeiro a Abril

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa aumentaram 11,99% no período de Janeiro a Abril de 2019 para 46 254 milhões de dólares, segundo dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum de Macau.

A China exportou mercadorias no valor de 12 529 milhões de dólares (+2,68% em termos homólogos) nos primeiros quatro meses do ano para os oito países de língua portuguesa e importou bens cujo valor ascendeu a 33 724 milhões de dólares (+15,89%), assumindo um défice comercial de 21 195 milhões de dólares.

O comércio com o Brasil, que representou 74% do total, atingiu 34 380 milhões de dólares (+16,34%), com as empresas chinesas a terem exportado bens no montante de 9934 milhões de dólares ((+1,04%) e a terem importado produtos no valor de 24 445 milhões de dólares (+23,97%).

Angola surge em segundo lugar por ordem de valor, tendo o comércio bilateral com a China registado uma quebra de 2,32% para 8897 milhões de dólares, com exportações chinesas no montante de 575 milhões de dólares (-13,83%) e importações que atingiram 8321 milhões de dólares (-1,41%).

As trocas comerciais entre a China e Portugal cifraram-se em 2117 milhões de dólares (+13,70%), tendo as empresas chinesas enviado bens no montante de 1384 milhões de dólares (+22,64%) e adquirido produtos no valor de 733 milhões de dólares (-0,07%).

O comércio com Moçambique registou um crescimento homólogo de 10,47% para 783 milhões de dólares, com a China a ter exportado bens no montante de 564 milhões de dólares (+12,51%) e a ter adquirido produtos no valor de 218 milhões de dólares (+5,53%).

As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – ascendeu nos primeiros quatro meses do ano a 75,91 milhões de dólares. (Macauhub)

Moçambique prevê aumento significativo da produção de caju no prazo de cinco anos

Moçambique pretende regressar à produção de castanha de caju que se registava na década de 70 do século XX no decurso dos próximos cinco anos, disse o director nacional do Instituto Nacional do Caju (Incaju).

Ilídio Bande, citado pelo jornal moçambicano O País, disse ainda que fundos disponibilizados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) bem como uma linha de crédito de 60 milhões de meticais (cerca de 1 milhão de dólares) para produtores vão fomentar a produção comercial de caju.

A produção comercializada da castanha de caju aumentou de cerca de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para cerca de 142 mil toneladas na campanha 2018/2019, tendo o director nacional do Incaju afirmado que a distribuição aos produtores de novas mudas registada na última década irá ter um efeito positivo na produção.

Ilídio Bande salientou que, além da produção novas mudas para substituir árvores em fim de vida ou doentes, “estamos a pulverizar anualmente contra pragas e doenças cerca de 5,5 milhões de cajueiros.”

O país dispõe de 17 unidades fabris para o processamento da castanha de caju com capacidade para processar 105 mil toneladas, tendo em 2018 sido processadas nessas unidades pelo menos 60 mil toneladas.

Moçambique foi um dos grandes produtores mundiais de castanha de caju até à década de 1970, com produções históricas a rondar 200 mil toneladas, particularmente centradas na zona norte do país, sendo de destacar a província de Nampula.

Após a independência do país, em 1975, assistiu-se a uma crise profunda no sector, com as nacionalizações a levarem ao encerramento de muitas fábricas de processamento a cada vez maior escassez de matéria-prima devido ao envelhecimento do cajual.

As pragas e doenças que atacaram as árvores ajudaram a agravar o problema, pelo que Moçambique desapareceu do mapa internacional do caju durante anos. (Macauhub)

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Os portos de Moçambique poderão manusear, até ao final do ano corrente, mais de 50 milhões de toneladas de carga diversa, superando deste modo a meta estabelecida, anunciou o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, escreve a Agência AIM.

O ministro disse que a evolução da carga manuseada deve-se, entre outros aspectos, à aquisição de carruagens e locomotivas para o reforço da capacidade do transporte ferroviário de passageiros e carga; conclusão da linha férrea Cuamba-Lichinga; do porto multiuso e da linha férrea de Nacala; melhoria da capacidade da linha férrea de Ressano Garcia; aquisição de meios de fiscalização marítima; e a reforma legal e operacional para a revitalização da cabotagem marítima.

Carlos Mesquita que falava na cidade da Beira, durante o encerramento do 37º Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações, Mesquita reconheceu, no entanto, que o sector ferro-portuário de Moçambique necessita de melhorar a sua eficiência e competitividade, apostando no aumento da capacidade do manuseamento portuário e aumento de equipamento rolante, como locomotivas, vagões e carruagens.

“A reforma legal em curso deverá prosseguir, sendo urgente a aprovação da Lei Portuária em elaboração. Na Marinha, a aposta deve ser na consolidação da cabotagem marítima, um modo de transporte estratégico para a circulação de mercadorias internas, dado o potencial da costa moçambicana”, disse o ministro. (Macauhub)

A subscrição da Oferta Pública de Venda (OPV) de 2,5% da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), em Moçambique, para 680 milhões de acções a três meticais cada iniciou-se segunda-feira e decorre até ao dia 12 de Julho, anunciou a empresa.

A subscrição é dirigida a cidadãos e empresas moçambicanas, decorrendo o apuramento a 17 de Julho  e a liquidação no dia seguinte.

A admissão a cotação está marcada para 22 de Julho não havendo ainda data para dispersão do restante 5% de capital.

A operação vai ser liderada por um consórcio constituído pelo Banco Comercial e de Investimentos (BCI) e Banco BIG.

Esta será a quinta OPV da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), que existe há 20 anos.

A HCB tem vendas fixas contratadas de 1.100 megawatt (MW) por ano à eléctrica sul-africana Eskom, 300 à Eletricidade de Moçambique (EDM) e 50 à companhia eléctrica estatal da Zâmbia (Zeza).

Situada no rio Zambeze, na província de Tete, centro de Moçambique, a barragem de Cahora Bassa – sobre a qual assenta a empresa – é a maior da África Austral, cuja construção foi iniciada em 1969, ainda durante o período colonial, e que entrou em operação em 1977.

O Estado detém 85% das acções da HCB, 7,5% pertencem à redes Energéticas Nacionais (REN), empresa de transporte de energia de Portugal e outros 7,5% são ações próprias. (Macauhub)

O governo chinês ofereceu 100 autocarros novos para transporte urbano de passageiros em Moçambique.

Os autocarros de 40 lugares e da marca “Zhong Tong” foram entregues numa cerimónia pública onde esteve presente o Presidente Filipe Nyusi e o embaixador da China em Moçambique Su Jian, noticiou a agência Xinhua.

O diplomata  chinês revelou, durante a cerimónia, que cada autocarro vêm apetrechado com acessórios e peças para a sua reparação em caso de necessidade.

A entrega dos 100 autocarros faz parte do “Plano 1000” segundo o qual o governo pretende colocar mil viaturas d transporte público em Moçambique nos próximos cinco anos.

O Presidente da República disse, na altura,  que o Governo já cumpriu com mais de 80 por cento da sua meta de colocação de autocarros em Moçambique.

Dos 100 autocarros 65 serão distribuídos pelos municípios de Maputo, Matola, Boane e o distrito de Marracuene e 35 vão ser colocados nas províncias. (Macauhub)

A petrolífera norte-americana Anadarko anuncia formalmente terça-feira o plano de investimentos para a exploração de gás natural em Moçambique.

O plano de desenvolvimento da Área 1 da Bacia do Rovuma, em Cabo Delgado, está avaliado em 25 mil milhões de dólares que serão utilizados na prospecção do gás natural que será posteriormente canalizado para uma fábrica que o vai transformar em líquido, na península de Afungi, distrito de Palma.

Junto à fábrica vai ser construído um cais para navios cargueiros especiais poderem ser atestados com gás natural liquefeito (GNL).

Segundo o jornal Notícias de Moçambique haverá ainda uma parcela mais pequena de GNL, que vai ficar Moçambique e que será canalizada para produção de eletricidade, transformação em combustíveis líquidos e adubos.

O plano da Área 1 prevê, inicialmente, duas linhas de liquefação de gás com capacidade total de produção de 12,88 milhões de toneladas por ano (medição para a qual se usa a sigla mtpa), sendo que o empreendimento pode crescer até oito linhas.

A Área 1 possui mais de 75 “triliões de pés cúbicos” (tcf, sigla inglesa) de depósitos de gás “off-shore”.

A Anadarko considera que as jazidas da Área 1 são equivalentes ao dobro do gás e petróleo, que há para explorar na área britânica do Mar do Norte e classifica a bacia do Rovuma como a próxima grande zona de exploração de hidrocarbonetos do mundo.

Além da Anadarko, que lidera o consórcio com 26,5%, o grupo que explora a Área 1 é constituído pela japonesa Mitsui (20%) e a petrolífera estatal moçambicana ENH (15%), cabendo participações menores à indiana ONGC (10%) e à sua participada Beas (10%), à Bharat Petro Resources (10%), e à tailandesa PTTEP (8,5%).

A Anadarko deve ceder a liderança do consórcio à francesa Total até final do ano, depois de ser comprada por outra petrolífera dos Estados Unidos da América, a Occidental, que por sua vez celebrou um acordo para venda dos activos em África.

Os projectos de gás natural em Moçambique devem entrar em produção dentro de aproximadamente cinco anos e colocar a economia moçambicana a crescer mais de 10% ao ano, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). (Macauhub)

O ministro moçambicano das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, lançou a primeira pedra para a construção da nova barragem de Locumue, na província do Niassa no norte de Moçambique.

O novo empreendimento, que irá duplicar a capacidade do sistema de abastecimento de água na província, vai custar cerca de US$ 8 milhões de.

A barragem de Locumue foi construída na década de 1960, na altura, para fins de irrigação, mas 10 anos depois foi transformada na principal fonte de abastecimento de água à cidade de Lichinga, a capital da província do Niassa.

Machatine disse que a ideia é, com este investimento aumentar, em cerca de duas vezes, o volume de água na albufeira, passando dos actuais 1.76 milhões de metros cúbicos, para 3.4 milhões de metros cúbicos.”

A construção da nova barragem deverá estar concluída em Março de 2021.

O empreendimento é feito no contexto do programa Pravida, uma iniciativa que tem como objectivo acelerar a reabilitação e/ou construção de novos sistemas de abastecimento de água, saneamento e infra-estruturas de armazenamento, recentemente lançado pelo Governo.

No âmbito do mesmo programa estão a ser, igualmente, reabilitados sistemas de abastecimento de água e saneamento nas cidades, vilas e localidades daquela província, com beneficio para 187.000 pessoas, disse Machatine. (Macauhub)

A Sociedade de Investimentos Gapi encontra-se sem administradores executivos, depois do Banco de Moçambique (BdM) ter cancelado, a 4 de Junho corrente, o registo especial dos administradores executivos da instituição, António Souto e Anabela Mucavele noticia a agência de notícias AIM.

A intervenção sobre a Gapi segue-se a tomadas de posição semelhantes em 2016 sobre instituições de crédito moçambicanas, quando o BdM revogou a licença de operação ao Nosso Banco e, por outro lado, intervencionou o Moza Banco, considerada, na altura, a quarta instituição de crédito mais importante do sistema financeiro moçambicano.

O BdM justifica a decisão de afastar os administradores executivos da Gapi por “não estarem satisfeitos os requisitos de idoneidade para o exercício do cargo” dado que a Sociedade de Investimentos se tem pautado, desde 2007, pela “inobservância sistemática das normas que regem o funcionamento das instituições de crédito”, nomeadamente no referente ao reportar de informação financeira e prudencial e não ter acatado as recomendações emitidas pelo banco central depois de uma inspecção efectuada a 12 de Junho de 2012.

O BdN considera que a Gapi se encontra em situação de falência técnica, tem fundos próprios negativos, o rácio de solvabilidade está abaixo do mínimo estabelecido de 8 por cento, tem um deficit de provisões regulamentares e excesso de concentração de risco.

Os accionistas da Gapi reuniram-se para deliberar sobre as restrições e acusações feitas pelo Banco de Moçambique, incluindo o afastamento dos administradores António Souto e Anabela Mucavele.

São accionistas da Sociedade de Investimentos a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), Graça Machel (10.55 por cento), a Cruz Vermelha de Moçambique (8,91 por cento), o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) (10,25 por cento), a Gapigest (25.64 por cento), a CTA (19 por cento) e os GTT (Gestores, Técnicos e Trabalhadores) (25,64 por cento). (Macauhub)

As trocas comerciais entre a China e os países de língua portuguesa aumentaram 11,99% no período de Janeiro a Abril de 2019 para 46 254 milhões de dólares, segundo dados oficiais chineses divulgados pelo Fórum de Macau.

A China exportou mercadorias no valor de 12 529 milhões de dólares (+2,68% em termos homólogos) nos primeiros quatro meses do ano para os oito países de língua portuguesa e importou bens cujo valor ascendeu a 33 724 milhões de dólares (+15,89%), assumindo um défice comercial de 21 195 milhões de dólares.

O comércio com o Brasil, que representou 74% do total, atingiu 34 380 milhões de dólares (+16,34%), com as empresas chinesas a terem exportado bens no montante de 9934 milhões de dólares ((+1,04%) e a terem importado produtos no valor de 24 445 milhões de dólares (+23,97%).

Angola surge em segundo lugar por ordem de valor, tendo o comércio bilateral com a China registado uma quebra de 2,32% para 8897 milhões de dólares, com exportações chinesas no montante de 575 milhões de dólares (-13,83%) e importações que atingiram 8321 milhões de dólares (-1,41%).

As trocas comerciais entre a China e Portugal cifraram-se em 2117 milhões de dólares (+13,70%), tendo as empresas chinesas enviado bens no montante de 1384 milhões de dólares (+22,64%) e adquirido produtos no valor de 733 milhões de dólares (-0,07%).

O comércio com Moçambique registou um crescimento homólogo de 10,47% para 783 milhões de dólares, com a China a ter exportado bens no montante de 564 milhões de dólares (+12,51%) e a ter adquirido produtos no valor de 218 milhões de dólares (+5,53%).

As trocas comerciais da China com os restantes países de língua portuguesa – Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste – ascendeu nos primeiros quatro meses do ano a 75,91 milhões de dólares. (Macauhub)

Moçambique pretende regressar à produção de castanha de caju que se registava na década de 70 do século XX no decurso dos próximos cinco anos, disse o director nacional do Instituto Nacional do Caju (Incaju).

Ilídio Bande, citado pelo jornal moçambicano O País, disse ainda que fundos disponibilizados pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) bem como uma linha de crédito de 60 milhões de meticais (cerca de 1 milhão de dólares) para produtores vão fomentar a produção comercial de caju.

A produção comercializada da castanha de caju aumentou de cerca de 80 mil toneladas nos anos 2014 e 2015 para cerca de 142 mil toneladas na campanha 2018/2019, tendo o director nacional do Incaju afirmado que a distribuição aos produtores de novas mudas registada na última década irá ter um efeito positivo na produção.

Ilídio Bande salientou que, além da produção novas mudas para substituir árvores em fim de vida ou doentes, “estamos a pulverizar anualmente contra pragas e doenças cerca de 5,5 milhões de cajueiros.”

O país dispõe de 17 unidades fabris para o processamento da castanha de caju com capacidade para processar 105 mil toneladas, tendo em 2018 sido processadas nessas unidades pelo menos 60 mil toneladas.

Moçambique foi um dos grandes produtores mundiais de castanha de caju até à década de 1970, com produções históricas a rondar 200 mil toneladas, particularmente centradas na zona norte do país, sendo de destacar a província de Nampula.

Após a independência do país, em 1975, assistiu-se a uma crise profunda no sector, com as nacionalizações a levarem ao encerramento de muitas fábricas de processamento a cada vez maior escassez de matéria-prima devido ao envelhecimento do cajual.

As pragas e doenças que atacaram as árvores ajudaram a agravar o problema, pelo que Moçambique desapareceu do mapa internacional do caju durante anos. (Macauhub)

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