NOTÍCIAS

Governo de Moçambique quer chegar ao final de 2019 com uma agência bancária em cada distrito

O governo de Moçambique pretende chegar ao final de 2019 com a existência de uma agência bancária em todos os 154 distritos do país, disse esta semana em Maputo a porta-voz do Conselho de Ministros.

Ana Comoana, igualmente vice-ministra da Cultura e Turismo, disse ainda que 107 distritos já dispõem de uma agência bancária, o que significa uma cobertura de 69,5%, sendo meta do governo fazer com que as restantes 47 agencias serão instaladas até ao final do ano.

“O projecto ‘Um distrito, um banco’ foi estabelecido com o objectivo de acelerar o processo de inclusão financeira nas zonas rurais, dotando os distritos com pelo menos uma agência bancária”, disse Comoana, citada pelo matutino Notícias, de Maputo.

Na quarta-feira, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS) assinou um acordo de parceria com o banco Millennium bim para o estabelecimento de 12 balcões em igual número de distritos.

O jornal O País escreveu que o governo de Moçambique comprometeu-se a despender cerca de 2000 milhões de meticais (31,7 milhões de dólares) na iniciativa “Um distrito, um banco” para garantir as infra-estruturas necessárias para a abertura de agências bancárias. (Macauhub)

Banco Mundial ajuda Moçambique a reduzir emissões de carbono

O Banco Mundial anunciou ir conceder até 50 milhões de dólares a Moçambique para ajudar o país a reduzir as emissões de carbono e a deflorestação, segundo um comunicado divulgado esta semana em Washington.

Moçambique a República Democrática do Congo foram os dois primeiros de um conjunto de 19 países a assinar estes contratos financiados através do Fundo de Carbono do Mecanismo de Parceria para o Carbono Florestal (FCPF), gerido pelo Banco Mundial, ainda segundo o comunicado.

Moçambique assinou o contrato a 1 de Fevereiro, desbloqueando uma verba que pode chegar a 50 milhões de dólares em função dos resultados, enquanto a República Democrática do Congo, que aderiu ao programa no final de 2018, pode receber até 55 milhões de dólares.

Cerca de 43% do território de Moçambique está coberto por florestas (34 milhões de hectares) que têm sido seriamente desbastadas nos últimos anos, com o corte de árvores para exportação da madeira.

O acordo prevê reduzir a deflorestação e a degradação da floresta, melhorando ao mesmo tempo as condições de vida das comunidades rurais em nove distritos da província da Zambézia, com oportunidades económicas associadas a uma utilização da terra mais inteligente em termos climáticos e conservação da biodiversidade e ecossistemas.

Os restantes 17 países envolvidos no Fundo de Carbono FCPF deverão assinar programas semelhantes, que se prolongam até 2024, durante 2020. (Macauhub)

Dívida pública interna de Moçambique continua a aumentar, informa banco central

A dívida pública interna de Moçambique com recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e adiantamentos do Banco de Moçambique atingiu no final de Janeiro 112 525 milhões de meticais (1787 milhões de dólares), informou o banco central.

O mais recente comunicado da Comissão de Política Monetária do Banco de Moçambique, de 11 de Fevereiro, adianta que a dívida pública interna aumentou 590 milhões de meticais (9,3 milhões de dólares) no período de tempo que mediou desde a anterior reunião daquela comissão (13 de Dezembro de 2018).

O mesmo documento acrescenta que os montantes acima mencionados não tomam em consideração outros valores da dívida pública interna, tais como contratos mútuos e de locação financeira, assim como responsabilidades em mora.

Apesar do aumento da dívida pública, o Banco de Moçambique refere que as condições actuais da economia moçambicana favorecem a previsão de uma inflação baixa e estável, em torno de um dígito, no curto e médio prazo.

Estas perspectivas são sustentadas pelas expectativas de redução do preço dos combustíveis no mercado internacional e de estabilidade de preços nos principais parceiros comerciais de Moçambique, num contexto de contenção da procura agregada.

No entanto, aquela comissão considerou oportuno manter uma política monetária prudente, tendo em consequência decidido manter inalteradas as principais taxas de referência do mercado, caso da taxa MIMO, que ficou em 14,25%. (Macauhub)

Economist Intelligence Unit define Moçambique como um “regime autoritário”

Moçambique está actualmente definido como sendo um “regime autoritário”, com uma classificação de menos de quatro em dez pontos possíveis, segundo o Índice de Democracia da Economist Intelligence Unit (EIU).

Dizendo que a mesma classificação aplica-se aos vizinhos Zimbabué e eSwatini (Suazilândia), a EIU informa ter-se o índice relativo a Moçambique agravado, ao ter passado de 4,02 pontos em 2016 e 2017, “regime híbrido”, para 3,85 pontos em 2018, obtendo assim a classificação de “regime autoritário.”

O mais recente relatório sobre Moçambique informa terem quatro indicadores deste índice permanecido sem alteração, havendo no entanto uma quebra no que se refere ao processo eleitoral, devido às irregularidades e violência exercida sobre membros da oposição, durante e depois das eleições municipais realizadas em Outubro de 2018.

Em termos económicos, o relatório da EIU mantém, “grosso modo”, as previsões do anterior, com um taxa de crescimento fraca de 3,4% em 2019, antes de aumentar para uma média de 5,3% ao ano no período de 2020/2023.

O documento volta a referir, à semelhança de anteriores, que a economia deverá começar a beneficiar dos preparativos para a exploração dos depósitos de gás natural em dois blocos da bacia do Rovuma, estando previsto pelas partes envolvidas que essa actividade deverá iniciar-se em 2023/2024.

Mas afirma igualmente que havendo um excesso de oferta no mercado mundial de gás natural é que muito provável que as grandes obras de construção em terra, nomeadamente as centrais de processamento, tenham início apenas depois de 2020.

A EIU adianta que o crédito bancário tem-se estado a contrair para alguns sectores-chave, caso da agricultura, telecomunicações e construção, devido a uma política monetária mais rígida, o que sugere que o desempenho destes sectores será fraco ao longo de 2019.

O consumo privado, que deverá crescer este ano à taxa de 3,7%, tenderá a resvalar para valores negativos até 2023, no que é compensado pela despesa pública, que registará taxas de crescimento entre 4,0% em 2019 e 5,9% em 2023.

A formação bruta de capital fixo ou investimento, que em 2018 registou uma queda de 12,5%, deverá crescer este ano para 8,2%, antes de literalmente explodir para taxas entre 55,0% em 2020 e 30% em 2023. (Macauhub)

Grupo da Índia pretende começar a receber gás natural de Moçambique em 2024

O grupo estatal indiano Bharat Petroleum Corporation Ltd (BPCL) pretende estar a importar o gás natural extraído na bacia do Rovuma, em Moçambique, dentro de cinco anos, disse um responsável do grupo citado pela imprensa indiana.

O grupo pretende importar um milhão de toneladas por ano a partir do bloco Área 1, onde a sua subsidiária Bharat Petro Resources Ltd (BPRL) detém uma participação de 10,0%.

O responsável do grupo adiantou que nesse sentido irá ser assinado um contrato de compra e venda com a Mozambique LNG1 Company Pte. Ltd., a empresa de comercialização dos parceiros do bloco Área 1.

A fonte disse também que o grupo tem planos muito ousados no segmento de gás natural, tendo recordado a constituição em 2017/2018 da subsidiária Bharat Gas Resources Ltd.

O grupo está também a analisar um projecto para a construção de um terminal para receber gás natural com uma capacidade entre um milhão e três milhões de toneladas por ano, a fim de satisfazer a crescente procura que se verifica na Índia.

Uma decisão final de investimento para a exploração dos depósitos de gás natural no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, deverá ocorrer em Março/Abril, disse o presidente da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Omar Mithá, que prestava declarações domingo em Nova Deli, Índia, recordou que uma empresa indiana cujo nome não divulgou já assinou um contrato de compra e venda de gás natural a extrair naquele bloco e acrescentou que “os primeiros carregamentos deverão chegar à Índia em 2024.”

O bloco Área 1 é operado pela Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100% pelo grupo Anadarko Petroleum, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

Governo de Moçambique cria entidade para desenvolver barragem de Mpanda Nkuwa

O Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (Gmnk) será a entidade responsável pela coordenação e realização das ações necessárias para o desenvolvimento do projeto, informou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique.

O comunicado oficial acrescenta que o Gmnk, recentemente criado, terá também a tarefa de criar, sistematizar e manter uma base de dados, assegurando a propriedade intelectual dos estudos e de toda a documentação relevante à boa execução do projecto.

“Deverá igualmente propor medidas para a solução das matérias pendentes relativas à actual concessão, bem como proceder à contratação de consultoria especializada no domínio das transacções (…) conferindo credibilidade ao processo e aumentando a confiança dos investidores e financiadores”, pode ler-se no comunicado.

O Presidente Filipe Nyusi disse em Agosto de 2018 que o aproveitamento hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa é um “empreendimento estruturante” e anunciou o fim da concessão ao consórcio liderado pelo grupo moçambicano Insitec e pela construtora brasileira Camargo Corrêa, com 40% cada, a que se juntava a estatal Electricidade de Moçambique.

Nyusi disse ainda que a Electricidade de Moçambique e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa “possuem capacidade e competência técnica e financeira para a estruturação do projecto, o que irá evitar a obstrução e o atraso que se verifica, por um lado, e contribuirá para a redução do seu custo por não envolver intermediários, pelo outro.”

A barragem de Mphanda Nkuwa Dam é um aproveitamento hidroeléctrico no rio Zambeze, a cerca de 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bessa, estando previsto que disporia, quando em funcionamento, de capacidade para produzir 1500 megawatts de energia eléctrica. (Macauhub)

Decisão final de investimento do bloco Área 1, de Moçambique, prevista para Março/Abril

Uma decisão final de investimento para a exploração dos depósitos de gás natural no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, deverá ocorrer em Março/Abril, disse o presidente da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Omar Mithá, que prestava declarações domingo em Nova Deli, Índia, recordou que uma empresa indiana já assinou um contrato de compra e venda de gás natural a extrair naquele bloco e acrescentou que “os primeiros carregamentos deverão chegar à Índia em 2024.”

Mitch Ingram, vice-presidente executivo do grupo Anadarko Petroleum com o pelouro internacional, águas profundas e prospecção, afirmou no início do mês que o contrato assinado com uma subsidiária do grupo China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) “é mais um de um conjunto crescente de clientes na região Ásia-Pacífico” que demonstra “os progressos que estamos a efectuar no sentido de ter uma decisão final de investimento ainda no primeiro semestre de 2019.”

O presidente da ENH, citado pela agência Reuters, disse ainda que a localização geográfica de Moçambique é estratégia no que se refere às importações de gás natural além do que o país não tem os desafios geopolíticos do Médio Oriente.

Omar Mithá adiantou que os parceiros do bloco Área 4, liderado e operado pelos grupos italiano ENI e americano ExxonMobil, deverão anunciar a sua decisão final de investimento em Julho próximo.

O projecto de exploração de depósitos de gás natural do bloco Área 1 disporá de duas centrais em terra com uma capacidade conjunta de 12,88 milhões de toneladas por ano para processar o gás natural extraído nos campos Golfinho/Atum.

O bloco Área 1 é operado pela Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100% pelo grupo Anadarko Petroleum, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

Empresa australiana vende activo mineiro de grafite em Moçambique

A New Energy Minerals assinou um contrato vinculativo com a Auspicious Virtue Investment Holdings para a venda da participação restante de 50% na Balama Properties Pty Limited, em Moçambique, informou a empresa australiana em comunicado divulgado sexta-feira.

O comunicado acrescenta que, após a conclusão formal do negócio, a Auspicious Virtue Investment Holdings, um veículo de investimento detido pelo senhor Louis Ching, passará a deter a totalidade das acções representativas do capital social da Balama Properties.

A New Energy Minerals anunciou a 7 de Novembro de 2018 ter alcançado um acordo com Louis Ching ao abrigo do qual este investidor adquiriu a participação de 50% através da Auspicious Virtue Investment Holding Limited, uma sociedade constituída nas Ilhas Virgens Britânicas.

A Balama Properties era a empresa subsidiária através da qual a New Energy Minerals controlava os seus interesses no projecto de grafite e de vanádio no norte de Moçambique, indo deixar de ter qualquer intervenção naquele projecto de exploração mineira.

O comunicado adianta que o negócio irá envolver o pagamento de sete milhões de dólares australianos, montante que foi considerado pela direcção da empresa australiana como o melhor valor a conseguir pela venda daquela participação.

Um estudo efectuado à concessão mineira de Caula detida pela Balama Properties Pty Limited determinou que as duas fases do projecto iriam exigir um investimento de 167,6 milhões de dólares australianos para produzir 120 mil toneladas de grafite e de 204 mil toneladas de concentrado de vanádio por ano. (Macauhub)

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O governo de Moçambique pretende chegar ao final de 2019 com a existência de uma agência bancária em todos os 154 distritos do país, disse esta semana em Maputo a porta-voz do Conselho de Ministros.

Ana Comoana, igualmente vice-ministra da Cultura e Turismo, disse ainda que 107 distritos já dispõem de uma agência bancária, o que significa uma cobertura de 69,5%, sendo meta do governo fazer com que as restantes 47 agencias serão instaladas até ao final do ano.

“O projecto ‘Um distrito, um banco’ foi estabelecido com o objectivo de acelerar o processo de inclusão financeira nas zonas rurais, dotando os distritos com pelo menos uma agência bancária”, disse Comoana, citada pelo matutino Notícias, de Maputo.

Na quarta-feira, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Sustentável (FNDS) assinou um acordo de parceria com o banco Millennium bim para o estabelecimento de 12 balcões em igual número de distritos.

O jornal O País escreveu que o governo de Moçambique comprometeu-se a despender cerca de 2000 milhões de meticais (31,7 milhões de dólares) na iniciativa “Um distrito, um banco” para garantir as infra-estruturas necessárias para a abertura de agências bancárias. (Macauhub)

O Banco Mundial anunciou ir conceder até 50 milhões de dólares a Moçambique para ajudar o país a reduzir as emissões de carbono e a deflorestação, segundo um comunicado divulgado esta semana em Washington.

Moçambique a República Democrática do Congo foram os dois primeiros de um conjunto de 19 países a assinar estes contratos financiados através do Fundo de Carbono do Mecanismo de Parceria para o Carbono Florestal (FCPF), gerido pelo Banco Mundial, ainda segundo o comunicado.

Moçambique assinou o contrato a 1 de Fevereiro, desbloqueando uma verba que pode chegar a 50 milhões de dólares em função dos resultados, enquanto a República Democrática do Congo, que aderiu ao programa no final de 2018, pode receber até 55 milhões de dólares.

Cerca de 43% do território de Moçambique está coberto por florestas (34 milhões de hectares) que têm sido seriamente desbastadas nos últimos anos, com o corte de árvores para exportação da madeira.

O acordo prevê reduzir a deflorestação e a degradação da floresta, melhorando ao mesmo tempo as condições de vida das comunidades rurais em nove distritos da província da Zambézia, com oportunidades económicas associadas a uma utilização da terra mais inteligente em termos climáticos e conservação da biodiversidade e ecossistemas.

Os restantes 17 países envolvidos no Fundo de Carbono FCPF deverão assinar programas semelhantes, que se prolongam até 2024, durante 2020. (Macauhub)

A dívida pública interna de Moçambique com recurso a Bilhetes do Tesouro, Obrigações do Tesouro e adiantamentos do Banco de Moçambique atingiu no final de Janeiro 112 525 milhões de meticais (1787 milhões de dólares), informou o banco central.

O mais recente comunicado da Comissão de Política Monetária do Banco de Moçambique, de 11 de Fevereiro, adianta que a dívida pública interna aumentou 590 milhões de meticais (9,3 milhões de dólares) no período de tempo que mediou desde a anterior reunião daquela comissão (13 de Dezembro de 2018).

O mesmo documento acrescenta que os montantes acima mencionados não tomam em consideração outros valores da dívida pública interna, tais como contratos mútuos e de locação financeira, assim como responsabilidades em mora.

Apesar do aumento da dívida pública, o Banco de Moçambique refere que as condições actuais da economia moçambicana favorecem a previsão de uma inflação baixa e estável, em torno de um dígito, no curto e médio prazo.

Estas perspectivas são sustentadas pelas expectativas de redução do preço dos combustíveis no mercado internacional e de estabilidade de preços nos principais parceiros comerciais de Moçambique, num contexto de contenção da procura agregada.

No entanto, aquela comissão considerou oportuno manter uma política monetária prudente, tendo em consequência decidido manter inalteradas as principais taxas de referência do mercado, caso da taxa MIMO, que ficou em 14,25%. (Macauhub)

Moçambique está actualmente definido como sendo um “regime autoritário”, com uma classificação de menos de quatro em dez pontos possíveis, segundo o Índice de Democracia da Economist Intelligence Unit (EIU).

Dizendo que a mesma classificação aplica-se aos vizinhos Zimbabué e eSwatini (Suazilândia), a EIU informa ter-se o índice relativo a Moçambique agravado, ao ter passado de 4,02 pontos em 2016 e 2017, “regime híbrido”, para 3,85 pontos em 2018, obtendo assim a classificação de “regime autoritário.”

O mais recente relatório sobre Moçambique informa terem quatro indicadores deste índice permanecido sem alteração, havendo no entanto uma quebra no que se refere ao processo eleitoral, devido às irregularidades e violência exercida sobre membros da oposição, durante e depois das eleições municipais realizadas em Outubro de 2018.

Em termos económicos, o relatório da EIU mantém, “grosso modo”, as previsões do anterior, com um taxa de crescimento fraca de 3,4% em 2019, antes de aumentar para uma média de 5,3% ao ano no período de 2020/2023.

O documento volta a referir, à semelhança de anteriores, que a economia deverá começar a beneficiar dos preparativos para a exploração dos depósitos de gás natural em dois blocos da bacia do Rovuma, estando previsto pelas partes envolvidas que essa actividade deverá iniciar-se em 2023/2024.

Mas afirma igualmente que havendo um excesso de oferta no mercado mundial de gás natural é que muito provável que as grandes obras de construção em terra, nomeadamente as centrais de processamento, tenham início apenas depois de 2020.

A EIU adianta que o crédito bancário tem-se estado a contrair para alguns sectores-chave, caso da agricultura, telecomunicações e construção, devido a uma política monetária mais rígida, o que sugere que o desempenho destes sectores será fraco ao longo de 2019.

O consumo privado, que deverá crescer este ano à taxa de 3,7%, tenderá a resvalar para valores negativos até 2023, no que é compensado pela despesa pública, que registará taxas de crescimento entre 4,0% em 2019 e 5,9% em 2023.

A formação bruta de capital fixo ou investimento, que em 2018 registou uma queda de 12,5%, deverá crescer este ano para 8,2%, antes de literalmente explodir para taxas entre 55,0% em 2020 e 30% em 2023. (Macauhub)

O grupo estatal indiano Bharat Petroleum Corporation Ltd (BPCL) pretende estar a importar o gás natural extraído na bacia do Rovuma, em Moçambique, dentro de cinco anos, disse um responsável do grupo citado pela imprensa indiana.

O grupo pretende importar um milhão de toneladas por ano a partir do bloco Área 1, onde a sua subsidiária Bharat Petro Resources Ltd (BPRL) detém uma participação de 10,0%.

O responsável do grupo adiantou que nesse sentido irá ser assinado um contrato de compra e venda com a Mozambique LNG1 Company Pte. Ltd., a empresa de comercialização dos parceiros do bloco Área 1.

A fonte disse também que o grupo tem planos muito ousados no segmento de gás natural, tendo recordado a constituição em 2017/2018 da subsidiária Bharat Gas Resources Ltd.

O grupo está também a analisar um projecto para a construção de um terminal para receber gás natural com uma capacidade entre um milhão e três milhões de toneladas por ano, a fim de satisfazer a crescente procura que se verifica na Índia.

Uma decisão final de investimento para a exploração dos depósitos de gás natural no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, deverá ocorrer em Março/Abril, disse o presidente da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Omar Mithá, que prestava declarações domingo em Nova Deli, Índia, recordou que uma empresa indiana cujo nome não divulgou já assinou um contrato de compra e venda de gás natural a extrair naquele bloco e acrescentou que “os primeiros carregamentos deverão chegar à Índia em 2024.”

O bloco Área 1 é operado pela Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100% pelo grupo Anadarko Petroleum, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

O Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa (Gmnk) será a entidade responsável pela coordenação e realização das ações necessárias para o desenvolvimento do projeto, informou o Ministério dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique.

O comunicado oficial acrescenta que o Gmnk, recentemente criado, terá também a tarefa de criar, sistematizar e manter uma base de dados, assegurando a propriedade intelectual dos estudos e de toda a documentação relevante à boa execução do projecto.

“Deverá igualmente propor medidas para a solução das matérias pendentes relativas à actual concessão, bem como proceder à contratação de consultoria especializada no domínio das transacções (…) conferindo credibilidade ao processo e aumentando a confiança dos investidores e financiadores”, pode ler-se no comunicado.

O Presidente Filipe Nyusi disse em Agosto de 2018 que o aproveitamento hidroeléctrico de Mpanda Nkuwa é um “empreendimento estruturante” e anunciou o fim da concessão ao consórcio liderado pelo grupo moçambicano Insitec e pela construtora brasileira Camargo Corrêa, com 40% cada, a que se juntava a estatal Electricidade de Moçambique.

Nyusi disse ainda que a Electricidade de Moçambique e a Hidroeléctrica de Cahora Bassa “possuem capacidade e competência técnica e financeira para a estruturação do projecto, o que irá evitar a obstrução e o atraso que se verifica, por um lado, e contribuirá para a redução do seu custo por não envolver intermediários, pelo outro.”

A barragem de Mphanda Nkuwa Dam é um aproveitamento hidroeléctrico no rio Zambeze, a cerca de 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bessa, estando previsto que disporia, quando em funcionamento, de capacidade para produzir 1500 megawatts de energia eléctrica. (Macauhub)

Uma decisão final de investimento para a exploração dos depósitos de gás natural no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, deverá ocorrer em Março/Abril, disse o presidente da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH).

Omar Mithá, que prestava declarações domingo em Nova Deli, Índia, recordou que uma empresa indiana já assinou um contrato de compra e venda de gás natural a extrair naquele bloco e acrescentou que “os primeiros carregamentos deverão chegar à Índia em 2024.”

Mitch Ingram, vice-presidente executivo do grupo Anadarko Petroleum com o pelouro internacional, águas profundas e prospecção, afirmou no início do mês que o contrato assinado com uma subsidiária do grupo China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) “é mais um de um conjunto crescente de clientes na região Ásia-Pacífico” que demonstra “os progressos que estamos a efectuar no sentido de ter uma decisão final de investimento ainda no primeiro semestre de 2019.”

O presidente da ENH, citado pela agência Reuters, disse ainda que a localização geográfica de Moçambique é estratégia no que se refere às importações de gás natural além do que o país não tem os desafios geopolíticos do Médio Oriente.

Omar Mithá adiantou que os parceiros do bloco Área 4, liderado e operado pelos grupos italiano ENI e americano ExxonMobil, deverão anunciar a sua decisão final de investimento em Julho próximo.

O projecto de exploração de depósitos de gás natural do bloco Área 1 disporá de duas centrais em terra com uma capacidade conjunta de 12,88 milhões de toneladas por ano para processar o gás natural extraído nos campos Golfinho/Atum.

O bloco Área 1 é operado pela Anadarko Moçambique Área 1, Ltd, uma subsidiária controlada a 100% pelo grupo Anadarko Petroleum, com uma participação de 26,5%, a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%), and PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

A New Energy Minerals assinou um contrato vinculativo com a Auspicious Virtue Investment Holdings para a venda da participação restante de 50% na Balama Properties Pty Limited, em Moçambique, informou a empresa australiana em comunicado divulgado sexta-feira.

O comunicado acrescenta que, após a conclusão formal do negócio, a Auspicious Virtue Investment Holdings, um veículo de investimento detido pelo senhor Louis Ching, passará a deter a totalidade das acções representativas do capital social da Balama Properties.

A New Energy Minerals anunciou a 7 de Novembro de 2018 ter alcançado um acordo com Louis Ching ao abrigo do qual este investidor adquiriu a participação de 50% através da Auspicious Virtue Investment Holding Limited, uma sociedade constituída nas Ilhas Virgens Britânicas.

A Balama Properties era a empresa subsidiária através da qual a New Energy Minerals controlava os seus interesses no projecto de grafite e de vanádio no norte de Moçambique, indo deixar de ter qualquer intervenção naquele projecto de exploração mineira.

O comunicado adianta que o negócio irá envolver o pagamento de sete milhões de dólares australianos, montante que foi considerado pela direcção da empresa australiana como o melhor valor a conseguir pela venda daquela participação.

Um estudo efectuado à concessão mineira de Caula detida pela Balama Properties Pty Limited determinou que as duas fases do projecto iriam exigir um investimento de 167,6 milhões de dólares australianos para produzir 120 mil toneladas de grafite e de 204 mil toneladas de concentrado de vanádio por ano. (Macauhub)

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