NOTÍCIAS

Absa Bank Moçambique abre primeira agência em Maputo com nova marca

O Absa Bank Moçambique, antigo Barclays Bank Moçambique, abriu segunda-feira na cidade de Maputo a primeira agência com a nova marca e novas cores, dando início em termos oficiais às operações dos seus serviços bancários com a nova designação.

Com a entrada em funcionamento dos balcões do Absa Bank Moçambique, os clientes do antigo Barclays Bank poderão utilizar os seus cartões nos ATM, contas, bem como efectuar processos bancários e demais interacções de uma forma normal.

A mudança de nome faz parte de um dos maiores e mais ambiciosos projectos de mudança de marca na história do continente, um programa de transição mais abrangente em vários países africanos, por parte do grupo Absa, disse recentemente o administrador delegado da instituição bancária, Rui Barros.

A mudança surge na sequência de uma decisão tomada em 2018 pela empresa-mãe, o grupo Absa, estando actualmente em curso o processo de remodelação dos balcões do Barclays em todo o país com as cores que representam a nova marca.

O grupo está cotado na Bolsa de Valores de Joanesburgo, África do Sul, possui um balanço com activos totais superiores a 91 mil milhões de dólares e é um dos maiores grupos de serviços financeiros de África, oferecendo um conjunto integrado de produtos e serviços de banca de retalho e de negócios, de investimento, de gestão de património de investimentos e seguros.

O Absa Group Limited, anteriormente Barclays Africa Group Limited e inicialmente Amalgamated Banks of South Africa, está presente em 12 países africanos e possui um escritório de representação em Londres, estando prestes a inaugurar um outro em Nova Iorque. (Macauhub)

ENH de Moçambique procura angariar 1,5 mil milhões de dólares

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) inicia esta semana um conjunto de apresentações aos investidores para angariar 1,5 mil milhões de dólares para financiar a participação da empresa no projecto de gás natural Área 1, no qual detém uma participação de 15%, disse o presidente da estatal moçambicana.

Omar Mithá disse à agência financeira Bloomberg que o primeiro encontro com os investidores acontecerá esta semana, em Joanesburgo, a que se seguirá Londres, para acrescentar que o financiamento pode vir de bancos, de fundos de investimento ou até de participações no projecto.

Esta será a primeira vez que uma empresa pública moçambicana vai recorrer aos mercados financeiros internacionais, depois da reestruturação da dívida contraída pela Empresa Moçambicana de Atum com o aval do Estado, acordada com os investidores e concretizada no final de Outubro.

Embora a Fitch Ratings tenha recentemente melhorado a notação de risco de Moçambique, de “RD” para “CCC”, o país continua identificado como apresentando riscos muitos elevados, não tendo a dívida por si emitida qualidade para investimento, sendo altamente especulativa.

O projecto Área 1 da bacia do Rovuma mudou de operador recentemente, depois do grupo Total ter adquiridos os activos do grupo Anadarko Petroleum Corp em África, na sequência da aquisição deste último pelo grupo Occidental Petroleum Corp.

O bloco em questão é operado pelo grupo Total, com 26,5%, tendo como parceiros a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

Duas empresas da China apresentam proposta para abastecer Moçambique com combustíveis líquidos

A Addax Petroleum, do grupo Sinopec e a Petrochina são as duas empresas chinesas de entre um conjunto de dez que apresentaram propostas para o fornecimento de combustíveis a Moçambique durante seis meses a partir de 1 de Janeiro de 2020, disse João Macandja, director-geral da Importadora Moçambicana de Petróleos (Imopetro).

Aquele responsável disse ainda a agência noticiosa AIM, após a sessão de abertura das propostas apresentadas ao concurso público internacional, que o Governo deverá anunciar o vencedor “em breve.”

João Macandja adiantou que o Governo pretende com este concurso reduzir os custos com a importação de combustíveis, que se situam em cerca de 800 milhões de dólares por ano.

A importação de combustíveis líquidos é feita em Moçambique com base em concursos públicos internacionais que são lançados todos os semestres, sendo que a Imopetro, que congrega todas as gasolineiras que operam em Moçambique, é a única entidade autorizada a importar combustíveis líquidos.

Operam actualmente no mercado de distribuição de combustíveis em Moçambique 15 empresas, contra as três que existiam em 1997, ano da criação da Imopetro.

Além da Addax Petroleum e da Petrochina, as restantes empresas que concorreram ao concurso público são a Augusta Petroleum (Estados Unidos), Finergy Petroleum (África do Sul), anglo-suíça Glencore, Independent Petroleum Group (Kuwait), Sahara Petroleum International (Kuwait), TOTSA Total Oil Trading S.A. (França), Trafigura (Singapura) e Vitol (Países Baixos). (Macauhub)

Governo defende bom nome de Moçambique, afirma ministro da Economia e Finanças

O pagamento da dívida da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum) visa repor o bom nome de Moçambique como um país que cumpre com as suas obrigações internacionais, disse o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

O ministro disse ainda que a decisão não constitui uma afronta à decisão do Conselho Constitucional (CC), que em acórdão proferido no início do ano declarou nula a dívida contraída por aquela empresa com garantias soberanas, mas sem o aval da Assembleia da República.

O Governo desembolsou recentemente 38 milhões de dólares como “condição de consentimento”, para que os credores das euro-obrigações emitidas pela Ematum, no montante inicial de 850 milhões de dólares, aceitassem o segundo plano de reestruturação.

Adriano Maleiane, citado pelo matutino Notícias, de Maputo, disse também que, não obstante a decisão do Conselho Constitucional, o Governo tem continuado a negociar com os credores da dívida da Ematum, ao mesmo tempo que, através da Procuradoria-Geral da República, intentou uma acção na comarca de Londres contra os credores da igualmente empresa pública ProIndicus.

Maleiane observou que o acórdão do CC, apesar de declarar a nulidade das dívidas, faz também referência à necessidade de se observar todas as consequências legais deste processo, sendo isso “precisamente o que o Governo está a fazer.”

As declarações do ministro da Economia e Finanças foram proferidas à margem do lançamento da Plataforma do Sistema Nacional de Investimento Público (e-SNIP), uma componente do processo de reformas em curso na administração financeira do Estado. (Macauhub)

Macau e Xangai têm “grande complementaridade” na relação com os países de língua portuguesa

As trocas comerciais do município de Xangai com os países de língua portuguesa atingiram 10 mil milhões de dólares em 2018, afirmou a presidente do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), para quem aquela cidade e Macau apresentam “grande complementaridade” nesta cooperação.

Irene Lau, ao intervir quarta-feira em Xangai numa apresentação sobre a Plataforma de Serviços de Macau para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, disse que Macau, “como plataforma de serviços de comércio entre a China e os países de língua portuguesa, está a acolher oportunidades de desenvolvimento sem precedentes, benéficas a todas as partes, no contexto da cooperação económica e comercial.”

Além das trocas comerciais, prosseguiu a presidente do IPIM, “vários projectos de investimento estão em curso” no conjunto destes países, demonstrando que “existe uma grande complementaridade entre as partes” e que “com a plataforma de Macau, a cooperação e a interacção serão aprofundadas e alargadas.”

O IPIM levou à 2ª Exposição Internacional de Importação da China uma delegação de mais de 100 empresários dos sectores do comércio, convenções e exposições, financeiro, industrial e de serviços profissionais.

O objectivo da participação, referiu Irene Lau, é “estreitar as relações de cooperação bilaterais e multilaterais entre as cidades e províncias chinesas, tais como Xangai, e os países de língua portuguesa, no sentido de impulsionar a construção da plataforma China-Países de Língua Portuguesa.” (Macauhub)

Grupo Total quer aumentar produção de gás natural liquefeito em Moçambique

O grupo francês Total pretende aumentar a produção de gás natural liquefeito no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, com a instalação de dois módulos de liquefacção adicionais, disse terça-feira na Cidade do Cabo, África do Sul, um quadro superior.

Mike Sangster, director executivo da Total E&P Nigeria Limited, citado pela agência financeira Reuters, disse ainda que o grupo começou a analisar a instalação daqueles dois módulos “dado haver recursos em quantidade suficiente que justifiquem uma decisão nesse sentido.”

O grupo Total concluiu recentemente a aquisição da participação de 26,5% detida pelo grupo Anadarko Petroleum Corporation naquele bloco por 3,9 mil milhões de dólares, no âmbito da compra dos activos em África deste último grupo, entretanto adquirido pelo Occidental Petroleum Corporation.

O projecto inicial contemplava a instalação de dois módulos de liquefacção de gás natural com uma capacidade de produção de 12,9 milhões de toneladas por ano.

O bloco em questão é operado pelo grupo Total, com 26,5%, tendo como parceiros a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

Índia foi o principal destino das exportações de Moçambique em 2018

A Índia foi em 2018 o principal destino das exportações de Moçambique com uma quota de 27,32% ou um valor de 1369 milhões de dólares, informou o Instituto Nacional de Estatística através do seu Anuário Estatístico relativo ao ano passado.

Os restantes quatro grandes mercados de colocação dos produtos moçambicanos de entre os cinco primeiros foram por ordem de importância os Países Baixos, com uma quota de 17,38% e um valor de 871 milhões de dólares, a África do Sul com 12,24% e 613 milhões de dólares, a China com 4,78% e 239 milhões de dólares e Hong Kong com 4,59% e 229 milhões de dólares.

A lista com os 10 primeiros mercados de exportação é completada com Singapura (4,56%), Polónia (2,59%), Estados Unidos (2,43%), Reino Unido (1,88%) e Emirados Árabes Unidos (1,83%).

No que se refere aos principais mercados de importação, a África do Sul surge em primeiro lugar destacado com uma quota de 27,79% e um valor monetário de 1929 milhões de dólares, a que se seguem a China, com 11,51% e 799 milhões de dólares, os Emirados Árabes Unidos com 7,47% e 518 milhões de dólares, os Países Baixos com 7,46% e 518 milhões de dólares e a Índia com 7,06% e 490 milhões de dólares.

A completar os 10 primeiros lugares dos principais mercados de importação estão Singapura, com 4,07% e 282 milhões de dólares, Portugal com 3,32% e 230 milhões de dólares,  Estados Unidos com3,14% e 217 milhões de dólares, Japão com 2,83% e 196 milhões de dólares e Tailândia com 2,28% e 158 milhões de dólares.

Em termos globais, Moçambique tem dois grandes parceiros comerciais – a África do Sul, com trocas comerciais no valor de 2543 milhões de dólares e a Índia com 1859 milhões de dólares.

Moçambique, cujos principais produtos de exportação são o carvão para a Índia, o alumínio para os Países Baixos e energia eléctrica e gás para a África do Sul, registou no ano em análise um défice comercial de 1931 milhões de dólares, resultante de exportações no montante de 5012 milhões de dólares e importações no valor de 6944 milhões de dólares. (Macauhub)

Governo de Moçambique lança concurso público para projecto imobiliário

O Governo de Moçambique lança dentro de três meses o concurso público para a construção do projecto imobiliário da empresa estatal Aeroportos de Moçambique, informou o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

A ser erguido numa área de aproximadamente 35 hectares, no bairro da Costa do Sol, arredores da cidade de Maputo, o projecto imobiliário “sofreu algumas alterações” no desenho inicial, disse ainda o ministro, que justificou essas alterações com a necessidade de adequar o projecto à realidade actual.

“O modelo do concurso a ser lançado em breve vai permitir à Aeroportos de Moçambique mobilizar fundos e parceiros para o projecto, sendo que o investidor terá de assumir o risco associado à execução do projecto”, disse.

O jornal moçambicano O País escreveu que a viabilização deste projecto imobiliário no bairro da Costa do Sol está pendente da mobilização, no exterior, de um financiamento de 250 milhões de dólares. (Macauhub)

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O Absa Bank Moçambique, antigo Barclays Bank Moçambique, abriu segunda-feira na cidade de Maputo a primeira agência com a nova marca e novas cores, dando início em termos oficiais às operações dos seus serviços bancários com a nova designação.

Com a entrada em funcionamento dos balcões do Absa Bank Moçambique, os clientes do antigo Barclays Bank poderão utilizar os seus cartões nos ATM, contas, bem como efectuar processos bancários e demais interacções de uma forma normal.

A mudança de nome faz parte de um dos maiores e mais ambiciosos projectos de mudança de marca na história do continente, um programa de transição mais abrangente em vários países africanos, por parte do grupo Absa, disse recentemente o administrador delegado da instituição bancária, Rui Barros.

A mudança surge na sequência de uma decisão tomada em 2018 pela empresa-mãe, o grupo Absa, estando actualmente em curso o processo de remodelação dos balcões do Barclays em todo o país com as cores que representam a nova marca.

O grupo está cotado na Bolsa de Valores de Joanesburgo, África do Sul, possui um balanço com activos totais superiores a 91 mil milhões de dólares e é um dos maiores grupos de serviços financeiros de África, oferecendo um conjunto integrado de produtos e serviços de banca de retalho e de negócios, de investimento, de gestão de património de investimentos e seguros.

O Absa Group Limited, anteriormente Barclays Africa Group Limited e inicialmente Amalgamated Banks of South Africa, está presente em 12 países africanos e possui um escritório de representação em Londres, estando prestes a inaugurar um outro em Nova Iorque. (Macauhub)

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) inicia esta semana um conjunto de apresentações aos investidores para angariar 1,5 mil milhões de dólares para financiar a participação da empresa no projecto de gás natural Área 1, no qual detém uma participação de 15%, disse o presidente da estatal moçambicana.

Omar Mithá disse à agência financeira Bloomberg que o primeiro encontro com os investidores acontecerá esta semana, em Joanesburgo, a que se seguirá Londres, para acrescentar que o financiamento pode vir de bancos, de fundos de investimento ou até de participações no projecto.

Esta será a primeira vez que uma empresa pública moçambicana vai recorrer aos mercados financeiros internacionais, depois da reestruturação da dívida contraída pela Empresa Moçambicana de Atum com o aval do Estado, acordada com os investidores e concretizada no final de Outubro.

Embora a Fitch Ratings tenha recentemente melhorado a notação de risco de Moçambique, de “RD” para “CCC”, o país continua identificado como apresentando riscos muitos elevados, não tendo a dívida por si emitida qualidade para investimento, sendo altamente especulativa.

O projecto Área 1 da bacia do Rovuma mudou de operador recentemente, depois do grupo Total ter adquiridos os activos do grupo Anadarko Petroleum Corp em África, na sequência da aquisição deste último pelo grupo Occidental Petroleum Corp.

O bloco em questão é operado pelo grupo Total, com 26,5%, tendo como parceiros a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

A Addax Petroleum, do grupo Sinopec e a Petrochina são as duas empresas chinesas de entre um conjunto de dez que apresentaram propostas para o fornecimento de combustíveis a Moçambique durante seis meses a partir de 1 de Janeiro de 2020, disse João Macandja, director-geral da Importadora Moçambicana de Petróleos (Imopetro).

Aquele responsável disse ainda a agência noticiosa AIM, após a sessão de abertura das propostas apresentadas ao concurso público internacional, que o Governo deverá anunciar o vencedor “em breve.”

João Macandja adiantou que o Governo pretende com este concurso reduzir os custos com a importação de combustíveis, que se situam em cerca de 800 milhões de dólares por ano.

A importação de combustíveis líquidos é feita em Moçambique com base em concursos públicos internacionais que são lançados todos os semestres, sendo que a Imopetro, que congrega todas as gasolineiras que operam em Moçambique, é a única entidade autorizada a importar combustíveis líquidos.

Operam actualmente no mercado de distribuição de combustíveis em Moçambique 15 empresas, contra as três que existiam em 1997, ano da criação da Imopetro.

Além da Addax Petroleum e da Petrochina, as restantes empresas que concorreram ao concurso público são a Augusta Petroleum (Estados Unidos), Finergy Petroleum (África do Sul), anglo-suíça Glencore, Independent Petroleum Group (Kuwait), Sahara Petroleum International (Kuwait), TOTSA Total Oil Trading S.A. (França), Trafigura (Singapura) e Vitol (Países Baixos). (Macauhub)

O pagamento da dívida da Empresa Moçambicana de Atum (Ematum) visa repor o bom nome de Moçambique como um país que cumpre com as suas obrigações internacionais, disse o ministro moçambicano da Economia e Finanças, Adriano Maleiane.

O ministro disse ainda que a decisão não constitui uma afronta à decisão do Conselho Constitucional (CC), que em acórdão proferido no início do ano declarou nula a dívida contraída por aquela empresa com garantias soberanas, mas sem o aval da Assembleia da República.

O Governo desembolsou recentemente 38 milhões de dólares como “condição de consentimento”, para que os credores das euro-obrigações emitidas pela Ematum, no montante inicial de 850 milhões de dólares, aceitassem o segundo plano de reestruturação.

Adriano Maleiane, citado pelo matutino Notícias, de Maputo, disse também que, não obstante a decisão do Conselho Constitucional, o Governo tem continuado a negociar com os credores da dívida da Ematum, ao mesmo tempo que, através da Procuradoria-Geral da República, intentou uma acção na comarca de Londres contra os credores da igualmente empresa pública ProIndicus.

Maleiane observou que o acórdão do CC, apesar de declarar a nulidade das dívidas, faz também referência à necessidade de se observar todas as consequências legais deste processo, sendo isso “precisamente o que o Governo está a fazer.”

As declarações do ministro da Economia e Finanças foram proferidas à margem do lançamento da Plataforma do Sistema Nacional de Investimento Público (e-SNIP), uma componente do processo de reformas em curso na administração financeira do Estado. (Macauhub)

As trocas comerciais do município de Xangai com os países de língua portuguesa atingiram 10 mil milhões de dólares em 2018, afirmou a presidente do Instituto de Promoção do Comércio e Investimento (IPIM), para quem aquela cidade e Macau apresentam “grande complementaridade” nesta cooperação.

Irene Lau, ao intervir quarta-feira em Xangai numa apresentação sobre a Plataforma de Serviços de Macau para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, disse que Macau, “como plataforma de serviços de comércio entre a China e os países de língua portuguesa, está a acolher oportunidades de desenvolvimento sem precedentes, benéficas a todas as partes, no contexto da cooperação económica e comercial.”

Além das trocas comerciais, prosseguiu a presidente do IPIM, “vários projectos de investimento estão em curso” no conjunto destes países, demonstrando que “existe uma grande complementaridade entre as partes” e que “com a plataforma de Macau, a cooperação e a interacção serão aprofundadas e alargadas.”

O IPIM levou à 2ª Exposição Internacional de Importação da China uma delegação de mais de 100 empresários dos sectores do comércio, convenções e exposições, financeiro, industrial e de serviços profissionais.

O objectivo da participação, referiu Irene Lau, é “estreitar as relações de cooperação bilaterais e multilaterais entre as cidades e províncias chinesas, tais como Xangai, e os países de língua portuguesa, no sentido de impulsionar a construção da plataforma China-Países de Língua Portuguesa.” (Macauhub)

O grupo francês Total pretende aumentar a produção de gás natural liquefeito no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, com a instalação de dois módulos de liquefacção adicionais, disse terça-feira na Cidade do Cabo, África do Sul, um quadro superior.

Mike Sangster, director executivo da Total E&P Nigeria Limited, citado pela agência financeira Reuters, disse ainda que o grupo começou a analisar a instalação daqueles dois módulos “dado haver recursos em quantidade suficiente que justifiquem uma decisão nesse sentido.”

O grupo Total concluiu recentemente a aquisição da participação de 26,5% detida pelo grupo Anadarko Petroleum Corporation naquele bloco por 3,9 mil milhões de dólares, no âmbito da compra dos activos em África deste último grupo, entretanto adquirido pelo Occidental Petroleum Corporation.

O projecto inicial contemplava a instalação de dois módulos de liquefacção de gás natural com uma capacidade de produção de 12,9 milhões de toneladas por ano.

O bloco em questão é operado pelo grupo Total, com 26,5%, tendo como parceiros a ENH Rovuma Área Um, subsidiária da estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, com 15%, Mitsui E&P Mozambique Area1 Ltd. (20%), ONGC Videsh Ltd. (10%), Beas Rovuma Energy Mozambique Limited (10%), BPRL Ventures Mozambique B.V. (10%) e PTTEP Mozambique Area 1 Limited (8,5%). (Macauhub)

A Índia foi em 2018 o principal destino das exportações de Moçambique com uma quota de 27,32% ou um valor de 1369 milhões de dólares, informou o Instituto Nacional de Estatística através do seu Anuário Estatístico relativo ao ano passado.

Os restantes quatro grandes mercados de colocação dos produtos moçambicanos de entre os cinco primeiros foram por ordem de importância os Países Baixos, com uma quota de 17,38% e um valor de 871 milhões de dólares, a África do Sul com 12,24% e 613 milhões de dólares, a China com 4,78% e 239 milhões de dólares e Hong Kong com 4,59% e 229 milhões de dólares.

A lista com os 10 primeiros mercados de exportação é completada com Singapura (4,56%), Polónia (2,59%), Estados Unidos (2,43%), Reino Unido (1,88%) e Emirados Árabes Unidos (1,83%).

No que se refere aos principais mercados de importação, a África do Sul surge em primeiro lugar destacado com uma quota de 27,79% e um valor monetário de 1929 milhões de dólares, a que se seguem a China, com 11,51% e 799 milhões de dólares, os Emirados Árabes Unidos com 7,47% e 518 milhões de dólares, os Países Baixos com 7,46% e 518 milhões de dólares e a Índia com 7,06% e 490 milhões de dólares.

A completar os 10 primeiros lugares dos principais mercados de importação estão Singapura, com 4,07% e 282 milhões de dólares, Portugal com 3,32% e 230 milhões de dólares,  Estados Unidos com3,14% e 217 milhões de dólares, Japão com 2,83% e 196 milhões de dólares e Tailândia com 2,28% e 158 milhões de dólares.

Em termos globais, Moçambique tem dois grandes parceiros comerciais – a África do Sul, com trocas comerciais no valor de 2543 milhões de dólares e a Índia com 1859 milhões de dólares.

Moçambique, cujos principais produtos de exportação são o carvão para a Índia, o alumínio para os Países Baixos e energia eléctrica e gás para a África do Sul, registou no ano em análise um défice comercial de 1931 milhões de dólares, resultante de exportações no montante de 5012 milhões de dólares e importações no valor de 6944 milhões de dólares. (Macauhub)

O Governo de Moçambique lança dentro de três meses o concurso público para a construção do projecto imobiliário da empresa estatal Aeroportos de Moçambique, informou o ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita.

A ser erguido numa área de aproximadamente 35 hectares, no bairro da Costa do Sol, arredores da cidade de Maputo, o projecto imobiliário “sofreu algumas alterações” no desenho inicial, disse ainda o ministro, que justificou essas alterações com a necessidade de adequar o projecto à realidade actual.

“O modelo do concurso a ser lançado em breve vai permitir à Aeroportos de Moçambique mobilizar fundos e parceiros para o projecto, sendo que o investidor terá de assumir o risco associado à execução do projecto”, disse.

O jornal moçambicano O País escreveu que a viabilização deste projecto imobiliário no bairro da Costa do Sol está pendente da mobilização, no exterior, de um financiamento de 250 milhões de dólares. (Macauhub)

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